Quem poderia dizer aquilo que somos?
olhar no espelho e observar a barba que cresce
o jovem que morre para mutar-se ancião
a inteligência humana da velhice que vem.
No tempo, artigo da morte,
veneno lento, mas forte...
Sabor de pecado e vida
mas que nunca fechará a ferida.
Tempo, morto.
Não acredito mais em você,
porque não te toco.
Não me vês, não te vejo.
Não te toco, tu me tocas.
Aquele sabor de esquecimento que só o tempo,
ah o tempo,tempo de tudo...
só o tempo pode curar, mas não é remédio que se diga logo,
tempo é um veneno de esquecimento por vezes conveniente,
não sempre.
Quando o tempo passa, tudo passa,
o tempo é um inimigo perigoso,
destrói a tudo sem jamais poder ser destruído.
O tempo, ah, o tempo é um perigo!
O tempo mata o amor,
mata o sabor, o que é bom,
mata a alegria,
matou essa poesia.
sábado, 3 de abril de 2010
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