segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Ao que você deixou pra mim.

Que poesia de fato lhe demonstrará a morte
num corte, num forte alguém que ja não suportou.
E o fim de poesia cantada será queimada,
jogada, descartada e abandonada pelo poeta que lha escreveu.
E quem me dera fosse eu.

De poesia me fiz tanto que lhe pedia,
lhe tinha em mente e não parei disso nem um dia
mesmo que me fosse inovadora a vossa companhia,
era quase que melancólica, e ela se esquecia.

Sentido quase não mais me fazia,
e ela sempre me ouvia dizer que eu chorava,
mas não era nada, não era fada, nem bicho-papão
não era bicho da seda e nem monstro do armário,
não era soldado e muito menos partidário,
e eu não era calmo e me achava otário.

E eu se fosse você me faria companhia,
se eu fosse você, eu seria minha,
sempre ia me querer e  não ficar um minuto ao longe
e seríamos como amigos ou amantes.


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