sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

E amor?

O que me parte assim de desparate?
que quebra como do todo uma parte,
que queima e em fogo tudo arde,
que me põe no escuro e rente à morte?

Me agrada e só me põe ao desagrado,
me mata e mata a mim e ao mim calado.
Me joga só p'ra depois me buscar,
Que fez questão de me fazer dizê-lo amar?

E que quando me mordeu me fez de amor,
me conveceu a dar flores ao diabo,
e hoje já não sinto nem calor

Apenas um violino desafinado.
Que me adormece com uma canção tão feia,
de amor que de desencantos tanto me encanteia.


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