sexta-feira, 16 de abril de 2010

Solucídio

Hoje me ocorreu amputar a cabeça.
Não é muito intenso, não mesmo, mas pensa!
Se eu corto o delírio, o mal pela raiz,
quem sabe não corto o mal que me fiz?

Se pulo da ponte, de queda rente ao chão
mirando aquele ponto de total exatidão
em que me espatifo e me transformo em patê
até que todos na rua se parem pra ver.
Quem sabe até morro!
Acaba tudo assim,
eu mato o poeta,
eu mato o agouro,
e eu mato meu fim.

Mas vale frisar que a cabeça é quem some,
do corpo, da pele, do pescoço do homem.
Um fim para os meus fins é a morte
e o caminho que se faz à cabeça é um corte.
Hoje me ocorreu amputar a cabeça.
Não é muito esperto, não mesmo, mas pensa...

Um comentário:

Ana Rübenich disse...
Este comentário foi removido pelo autor.