Apaga o fogo da chama.
Fogo, fumaça.
Pobre chama...
Ao queimar que houver se dado.
Amor de fogo descomedido.
Pôr-se-há, enfim fumaça:
Tê-lo o tempo arruinado.
Passa o vento como ao tempo,
sempre inquieto e apressado.
E o amor que lhe foi lenha,
Também some incendiado.
Apaga o fogo da chama.
Põe-se a ,enfim, fumaça.
Tal qual fostes lenha um dia,
hoje então é só nevasca.
Há se o vento pra ventar.
Levar em sí a história.
De tão triste meu penar,
de hoje tão maldita glória.
Apaga o fogo da chama
e ela lá, queima sozinha.
(quem pode saber do futuro?)
Faz fumaça a alma minha.
domingo, 26 de abril de 2009
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