De tua alma fulgura o parvo.
Mostras um saber pra tanto escasso.
Nada lhe disse e então não calo,
lhe afirmarei em tal prefácio.
A alma pocilga que tens
não lhe permite pensar adiante,
tens poucoespírito no corpo
e não te calas obstante!
Pior pra mim que sou o vate:
Tu, podre em dentro, é ostentado.
Eu, pobre de mim, que sou calado.
Condeno a tua nugacidade
tal qual outros não vêem em ti.
E ao invés de me pouparem,
preferem só calar a mi!
Peço silêncio a tal calúnia,
ao menos me deixem sonhar em paz.
Não fales mais, cale-se sempre,
pra não lançares teus venenos.
domingo, 26 de abril de 2009
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