Me faz, que ninguém me fez.
Nunca saí do papel que me desenhou.
Inda sou rabisco puro de escuro
de grafite que não fez o meu amor.
Me faz p'ra eu me deixar de ser rabisco.
Me faz que é pr'eu ter riso de verdade.
Que enquanto eu for, senhora, seu rabisco
jamais lhe cingirei reais vontades.
Me faz que eu já cansei de ser só sonho.
E teu, me faz pr'eu ser teu dono.
E ser, você comigo em braços ateus,
nós dois, um, pra eu me ser deus.
domingo, 26 de abril de 2009
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